Legislativo

Confira a opinião de deputados estaduais de Santa Maria sobre projetos polêmicos que estão na Assembleia

Jaiana Garcia

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O ano legislativo do Rio Grande do Sul deve começar turbulento e polêmico. Isso porque pelo menos cinco projetos devem dar o que falar na Assembleia Legislativa. A situação financeira do Estado deverá determinar o ritmo e a pauta das votações dos deputados, pelo menos nos primeiros meses do novo governo.

Entre as medidas que estão sendo estudadas pelo governador José Ivo Sartori (PMDB) para fazer frente ao déficit de R$ 5,4 bilhões previsto para 2015, constam privatizações, extinções, fusões ou transferência de órgãos para organizações sociais. A ampla maioria na Assembleia não trará problemas para o governo aprovar os projetos. Líder do governo Sartori, o deputado Alexandre Postal (PMDB) afirmou que espera contar com o apoio de 34 dos 55 parlamentares para aprovar os projetos que serão encaminhados pelo Executivo.

Porém, os deputados de Santa Maria, Valdeci Oliveira (PT) e Jorge Pozzobom (PSDB) divergem sobre alguns desses pontos polêmicos. Enquanto o tucano defende a redução da estrutura do Estado para cortar gastos, o petista alega que é a favor do fortalecimento das funções públicas para não prejudicar os serviços essenciais à população (veja detalhes no quadro abaixo).

Quando tomou  posse como presidente da Assembleia, o deputado Edson Brum (PMDB) pediu apoio dos parlamentares e disse que "não se faz um Estado forte e próspero" sem a tomada decisões "nem sempre simpáticas, mas necessárias".

Já o PT pretende lutar contra as privatizações. Líder da bancada petista e ex-secretário do governo Tarso Genro (PT), o deputado Luiz Fernando Mainardi promete empenhar-se em uma "oposição coerente e responsável", mas que não vai deixar de "denunciar a contradição do discurso de Sartori".

Não abrem mão do reajuste

O governador Sartori começou o ano cortando despesas e aumentando os salários dele, de seu vice, secretários de Estado e deputados estaduais. Os reajustes foram aprovados pela Assembleia Legislativa em dezembro do ano passado, sem nenhum voto contrário. A sanção e promulgação da lei pelo governador ocorreu dia 16 de janeiro, mas três dias depois, Sartori e seu vice abriram mão dos reajustes.

Alguns deputados estaduais também disseram que não querem receber o reajuste. O mesmo não devem fazer os deputados santa-marienses, Valdeci Oliveira e Jorge Pozzobom. Ambos alegam que a correção foi apenas uma reposição da inflação.

_ Eu e o deputado Valdeci Oliveira só demos acordo condicionando que fosse a recomposição da inflação do período de quatro anos, como determina a Constituição Federal _ afirma Pozzobom.

_ A bancada do PT manifestou-se contra o primeiro projeto da Mesa Direta da Assembleia que previa reajuste dos subsídios dos deputados acima da inflação. Acho legítimo o reajuste pela inflação _ garante Valdeci.



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